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VIRTUALIDADES





 Precisei fazer jejum

de mim.

A princípio, só um.

Quis usar flor de cetim.




Mas, me apartei um pouco,

sem nada tecnológico ao redor.

O meu interior ficou rouco.

O que poderia ser pior?




O melhor é que estou

em processo de evolução.

Como pensam, não acabou.

Chego, assim, à solução.




E, resolutamente, evoluindo,

renovo a direção.

Ao longo do caminho, seguindo,

com gente segurando minha mão.




Sem borracha, nem estaca zero.

A borracha tenta apagar, em vão.

A estaca zero só prende as cercas

de quem nada viveu.




Assimetricamente, as duas últimas estrofes,

determinam o vaivém da vida.

Ela não pede pressa,

pede presença,

do seu jeito.

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Bom, sabe-se que o verão é marcado por um longo período chuvoso. Chuva, até que nos remete a coisas boas, como assistir a um filme comendo pipoca. Ah! Tem, também, um bolinho com nome de chuva: (bolinho de chuva, delicioso, particularmente!).

Pois é, convenhamos que, para escoar a água e evitar enchentes, o ideal é construir bueiros nas ruas. Porém, o detalhe de que não podem ser entupidos passa despercebido.

Essa história é a respeito de uma enchente que começa de um jeito diferente...


Dia 24 de dezembro de 1999.

Dona Maria e, para variar, todos da casa estavam mobilizados na preparação da ceia de Natal.

— Zé, você vai buscar as cervejas, o gelo, o refrigerante, os salgadinhos.

— Espera aí, Maria! Anota tudo num papelzinho, porque você sabe que eu me esqueço. Anote o horário, o nome das pessoas, o que vou buscar, onde eu vou buscar.

Seu Zé, o marido da anfitriã, conservou os velhos hábitos de organização que aprendera como bancário. Era o oposto dela. E a dona de casa não tinha muita paciência.


— Meu “filho”, é fácil! Você não está vendo que eu estou assando o peru, fazendo a farofa, a sobremesa, desde ontem? Não tive tempo nem de fazer as unhas!

— Tá bom... é... só escreve onde eu tenho que buscar o que você pediu. Aqui: o B-L-O-C-O e a C-A-N-E-T-A.

Ela escrevia, muito a contragosto.

— O que é isso aqui que você escreveu? Não cortou o “t”, pôs o “z” no lugar do “q”.

— Pode parar! Você entendeu o que está escrito???

— É... entendi.

— Então, PRONTO! Pode ir que você já está atrasado!


A cozinha se parecia com uma sinfonia orquestrada: o peru assava, enquanto a batedeira preparava o glacê, ao mesmo tempo em que a cebola, o bacon e o tomate eram cortados.

O restante da equipe — as filhas — cuidava da limpeza da casa. Cada uma a seu jeito, claro!

Terminados os preparativos, casa arrumada, todos compostos em seus postos, era hora da festa.

Os festejos tiveram início com as baladas de Roberto Carlos, salgado e refrigerante.

Terminaram com cerveja, Campari, “Jorge e Mateus”, farofa e peru.

Abraços, alegria, presentes, oração.

Uma bela festa!

Silêncio na casa. Mais abraços. Festança acabada.

Dona Maria dormindo de um lado, seu Zé, de outro, e a melodia de roncos se completava.

As “Belas adormecidas”, do outro lado da casa, estavam a sono solto.

Foi lá pelas 2 horas da manhã que, por causa das cervejas a mais, dona Maria resolveu ir ao banheiro.

Ao colocar os pés no chão, ouviu um sonoro "ploft”.

“O que é isso? Água?” — pensou.

Em meio ao quarto escuro, a dona de casa saiu “nadando” até o banheiro, acendeu a luz e se deparou com tudo repleto de água, exceto a cama.

Exclamou:

— Zé, acorda!

— Hum... quem morreu?

— Olhe o nosso quarto! Está repleto de água!

A casa alagada

Seu Zé rolou para o outro lado em um segundo e aventurou-se a nadar pela casa. Fez uma vistoria no local: metade dele estava alagado.

“Meu Deus! Não está chovendo... o que é isso?”

Zé chamou:

— Maria, vai ao porão pegar uns baldes, enquanto eu vejo de onde está saindo essa água.

Dona Maria saiu, meio nadando, meio correndo, apressada.

Desceu até o porão, mas esqueceu que a porta estava trancada e voltou para buscar as chaves.

“Nunca nadei tanto, nem durante as aulas de natação”, pensou.

Abriu a porta e o porão estava alagado. A cadelinha de estimação estava lá, nadando também!

Dona Maria pegou todos os baldes e colocou-os do lado de fora. Pegou a cadela e colocou-a em um dos baldes.

Com os outros, ia retirando a água do porão e jogando-a no quintal.

Quando terminou a operação, quase se esqueceu de que a cadelinha continuava nadando dentro de um balde que se encheu de água. Mas conseguiu retirá-la com vida.

Seu Zé disse, desesperado:

— Ande, “minha filha”! Aqui em cima está alagado! — chamou seu Zé.

Então, nadou mais um pouco com os baldes.

Lá ficaram os dois, por duas horas, retirando a água da casa.

Quando conseguiram, seu Zé observou que o ralo de um dos banheiros estava entupido.

Abriu-o com suas ferramentas.

E desvendou o mistério: o cano estava entupido com alguns objetos.

Depois disso, foi o momento de salvar o que havia se molhado: móveis, roupas, o disco do Roberto, entre outras coisas.

Várias calorias a menos e exaustos, foram dormir.A cama permaneceu intacta, para sorte deles!

Lembram-se de como ocorrem as enchentes, não é? Decoraram a fórmula?

Essa enchente, ocorrida de dentro para fora, obedeceu à mesma regra.

Então, a família aprendeu o que todas as outras se esquecem: a educação e o zelo são aprendidos em casa e, consequentemente, aplicados fora dela.

Fácil, não é?

Ah, as “Belas adormecidas”? Acordaram no dia seguinte sem entender nada.



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O verde, segundo a filosofia do Yoga, é  associado ao cálcio e considerado o elemento mais sedante (calmante) de todo o espectro de cores.

Muito indicado para pessoas agitadas, insones e ansiosas.

Tem natureza refrescante. Favorece a ação do corpo pituitário na ativação do crescimento.

É um forte neuroléptico e tem efeito semelhante a um barbitúrico (remédio para acalmar/dormir).

Estimula o otimismo, confiança, serenidade, inspira ideias de progresso, de abundância de meios materiais, de vitória. É a cor que simboliza a fecundidade, a prosperidade e o ganho. Favorece o automatismo.

 

*Texto retirado do Livro Yoga para nervosos.

 

As fotos das pinturas abaixo (pintadas com tintas a óleo e acrílica, além de texturas feitas em gesso) encontram significado a partir do que a cor verde representa para mim.

 

 

 

 

 

 




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Ela foi, com a família, à cerimônia de graduação. Fez as unhas, arrumou o cabelo, foi maquiada. Vestiu um vestido com alças de metal (correntes). 

 
Antes da sessão de fotos, da primeira parte da festa, uma das alças se rompeu. O pai teve que ir a sua casa, trazer um alicate pra arrumar, pois não havia outra roupa. Ele foi e tudo se ajeitou. A sessão de fotos aconteceu e, quem soube, foram os familiares.
 

A segunda parte foi a colação de grau. Vestiu uma beca em número maior. Esforçou-se para não cair. Havia um lugar vago no palco. Sentou-se, em frente ao ventilador. O seu penteado se desmanchou em questão de minutos. Foi chamada para receber o canudo. Quase caiu no momento em que recebeu o diploma, mas não aconteceu. 
 

Curiosamente, o sorriso permanecia. Usou aparelho ortodôntico por 3 anos e foi retirado durante o período da formatura. "Eu sei que está tudo difícil, mas não quero saber disso. Quero mais é sorrir" - pensou a formanda.
 

"Será que ela sabe que, terminado o curso, se inicia a busca por emprego? Que a emissão do diploma leva tempo? Que, para conquistar um salário digno, mestrado e PHD são exigências? Será que conto isso a ela, ou deixo que descubra? Algo me diz que ela já sente isso" - pensou o bem-te-vi, sem cerimônia.

 

 

 

 

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Esta seção diz respeito às minhas obras digitais, usando, como inspiração, trechos, fragmentos de textos e poemas para trazer reflexão.



Produzidos, também, desenhos coloridos em lápis de cor, entre eles, caricaturas.


 



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 Em 2011, defendi numa tese de especialização a respeito das técnicas que Cândido Portinari usou para produzir algumas obras.

Trata-se de cenas religiosas pouco conhecidas, que foram analisadas tecnicamente e contextualmente. 

Para ter acesso, clique no link abaixo:

Cenas religiosas-_ Cândido Portinari





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Sobre mim

Tiara C. França é goianeira (metade goiana, metade mineira), criada em Goiânia e Formiga.

Descobriu o gosto pelas Artes Visuais desde os 6 anos de idade, quando se pegou reproduzindo personagens de HQ's, de maneira autodidata e espontânea. Especializou-se em Ensino de Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Começou a escrever textos literários ainda na escola. Formou-se em Letras pelo Centro Universitário de Formiga (UNIFOR-MG). Já teve contos publicados em outros sites e em coletâneas (Revista Literária Jovem do CLMM, Nos rastros de Erato, Contos em Miniatura).

O blog foi criado no início da pandemia, em abril de 2020. Foi uma tentativa de tornar a fase da pandemia do COVID-19 um pouco mais reflexiva para as pessoas. E perdura até hoje!

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