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    VIRTUALIDADES

     18 anos



    Foi o meu aniversário. Após a festa, minha família foi a um forró, numa festa junina. Eu estava completando 18 anos. Não costumava sair de bolsa. Deram-me fichas para ir ao bar e consumir o que eu quisesse.

    Assim eu fiz. Bebi cerveja. Quando estava na segunda lata, surgiu um segurança.


    Ele me perguntou a minha idade. Eu disse que estava completando 18 naquele dia. Mas estava sem os documentos e não tinha como provar.

    Eu disse para ele perguntar, à minha família, se estava ou não dizendo a verdade. Ele disse que poderia beber e não tinha problema.


    Mas, durante o evento, ele ficava me olhando para onde eu ia.

    Fui ao bar e tomei bastante refrigerante, de todas as marcas. A minha bexiga encheu e fiquei como uma mulher grávida, prestes a ter a bolsa rompida. Para ir ao banheiro, tive que subir uma rampa, "pé por pé". E ele veio atrás.

    Disse que ele esqueceu que era segurança do evento e tinha muita gente da festa para vigiar.

    Eu até não tenho nada contra ter um segurança para mim, mas não era o caso.

    Quem foi comigo estava pertinho da fogueira, se aquecendo com o fogo e o quentão. Então, passei a ficar arrependida de ter dispensado o segurança.


    Visão do paciente: "Eu tive razão em minha atitude. Não era obrigada a levar bolsa. Quem leva bolsa para uma festa? Eu fui incitada a ficar nervosa. E não fiquei de porre."

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    Há algum tempo, fui diagnosticada com Transtorno Afetivo Bipolar (TAB). É uma doença mental que afeta o paciente e o deixa passar por momentos difíceis. É como se o humor funcionasse como uma balança (mania e depressão) e o tratamento fosse o "fiel".


    Há os que contam com uma rede de apoio e esclarecimentos a respeito de tratamento psicológico e psiquiátrico. 

    A sociedade, em sua maior parte, se interessa pouco ou quase nada. Infelizmente alguns precisam estar doentes ou conviver com alguém assim para serem empáticos.


    O meu objetivo é fazer com que aquele bipolar que não sai da cama, por não ter motivo para viver, leia pelo menos uma frase do que escrevi, e se identifique com a história, e viva, no sentido mais genuíno do verbo.


    Ou para aquela pessoa, cansada de explicar o seu diagnóstico, não se machuque mais, aprenda que dizer não é necessário e que hoje já existem meios para esclarecer qualquer dúvida.


    Ou para aquele que foi hospitalizado porque achou que não concluiria o curso superior. Deu certo, no final, mas que não volte a duvidar de si a esse ponto.


    O meu post abre uma caixa com pequenas pílulas de humor, feitas a partir de histórias reais, que tenho como provar, por causa das testemunhas. 


    E não, não estou romantizando a doença. Só os bipolares sabem os feitos e efeitos disso tudo. Mas, tentar levar tudo com mais riso, ainda que de vez em quando, quebra o preconceito que nós, bipolares, temos a respeito de nós mesmos e dos nossos tratamentos! 


    Pílulas são dadas para aliviar um sofrimento, causado por doenças, as mais variadas.


    Espero que as minhas pílulas curem a tristeza de um dia difícil ou façam você refletir sobra a vida. Não têm contraindicação!





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     Um rastreio rasteiro.

    Eros me localizou, de corpo inteiro.

    Eu vi verdade, alvo certeiro.

    Obrigada, cupido, te respeito.

    De todos, És o melhor arqueiro! 

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     Spotfy custoso



    Certa vez, briguei com uma pessoa próxima. Ficamos em cômodos diferentes. Entrei no Spotify e a minha conta é aleatória.

    Isso é bom, pois tenho acesso a músicas que não tocam na rádio e não te obriga a comprar CD's. Mas, também coloca a gente em muitas situações delicadas. 

    Tocou uma música de Tiago Iorc, a qual nunca tinha ouvido:



    Dor de Cabeça

    Tiago Iorc


    Você não vale

    a minha dor de cabeça

    Me esqueça,

    desapareça

    Mas te quero bem

    Bem longe daqui.



    Logicamente, o que foi sem querer passou a ser de propósito.


    Paciente:"Eu estava com raiva mas a música tocou ao acaso."


    Digo que, no final das contas, a música certa tocou na hora certa. O propósito talvez tenha cumprido o seu propósito.

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    Eis que Jesus,

    descido do alto,

    pegou a sua pena

    e usou sua licença poética.

    E disse: 

    "Eu sou especial,

    Sou autíssimo!"










    Poesia produzida no Centro de Atenção Psicossocial de Formiga (CAPS) Formiga- Minas Gerais






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     Precisei fazer jejum

    de mim.

    A princípio, só um.

    Quis usar flor de cetim.


    Mas, apartei-me um pouco,

    sem nada tecnológico ao redor.

    O meu interior ficou rouco.

    O que poderia ser pior?


    O melhor é que estou

    em processo de evolução.

    Como pensam, não acabou.

    Chego, assim, à solução.


    E, resolutamente, evoluindo,

    renovo a direção.

    Ao longo do caminho, seguindo,

    com gente segurando minha mão.


    Sem borracha, nem estaca zero.

    A borracha tenta apagar, em vão.

    A estaca zero só prende as cercas

    de quem nada viveu.


    Assimetricamente, as duas últimas estrofes,

    determinam o vaivém da vida.

    Ela não pede pressa,

    pede presença,

    do seu jeito.


    Poesia produzida no Centro de Atenção Psicossocial de Formiga (CAPS) Formiga- Minas Gerais





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    Durante Setembro,
    flertei com o meu Destino.
    Fizemos dar certo.
    E deu.
    Decidimos andar lado a lado.
    Nem um passo para trás, 
    nem para frente.
    Mais do que as flores da primavera,
    me deu respeito, amor verdadeiro, admiração. 
    Provou-me ser, por a + b,
    um D (maiúsculo).
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     Saudade, exclusiva do Vocabulário da Língua Portuguesa.


    Dita por quem precisa estar com a consciência tranquila,

    depois de fazer todo o mal que pôde contra você.


    Dita por alguém que a usa como ponte para conseguir algo ou alguém.


    Dita em forma de um convite para um café, feito por alguém que te quer bem,

    torcendo para que você não esteja.


    Dita por educação, apenas para quebrar o gelo, e nada mais.


    De tão única e esvaziada de sentimento,

    não faz mais parte do meu vocabulário.

    Perdeu o seu sentido.

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    Colocou-se um ponto final
    e tudo findou.

    Entre todos os seus
    parênteses
    travessões
    aspas
    vírgulas
    reticências 
    exclamações 
    interrogações 
    dois pontos
    pontos e vírgulas

    O que importa é o findar
    .


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    A opressão, a compulsão, a confusão.
    Tudo serenou.
    E vem passando.
    E vem voltando, 
    tudo ao normal.
    Velho ou novo, afinal?

    A compaixão, a gratidão, a comoção. 
    Tudo serenou.
    E estão indo.
    Bem-vindo,
    Normal!
    Velho ou novo,
    eis o final...
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    Que bom que Junho
    começou no meu dia favorito: domingo!
    Me renovo.
    A alegria me acorda, dormindo.

    Sinto paz, tudo tem a ver comigo.
    Gostaria que,
    todo dia, 
    fosse domingo.

    Junho, bons presságios, 
    acho que chegou bem.
    Paz, em vários estágios,
    um pouco de raiva também. 

    Junho sempre haverá, 
    como os domingos.
    Penso que esse encontro será
    o meu preferido!

    Domingo mudou de ideia,
    dos outros não desfez.
    Cada dia, uma panaceia,
    que compunha o mês!

    Todos felizes,
    ao longo das horas e dias.
    Passei a ver suas matizes
    com muita simpatia!

    Sou feliz o ano todo!




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    Dia 30 de abril,
    o mês findou
    mas um portal se abriu.
    Sem rima mesmo, 
    quase ninguém sentiu.

    Experimentei o amor genuíno e Divino,
    enquanto tomava apenas as pílulas de normalidade
    das quais precisava.

    A minha arritmia ritmava as lágrimas.
    Elas lavaram o engano que sempre vi,
    mas preferi não enxergar. 

    Voltei a tomar as pílulas, todas elas.
    E o mundo todo se transformou 
    em amor, repentinamente.

    Mas eu e eu vimos
    o todo que sempre foi amor e que, agora,
    é o tudo que me importa. 

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    Sobre mim

    Tiara C. França é goianeira (metade goiana, metade mineira), criada em Goiânia e Formiga.

    Descobriu o gosto pelas Artes Visuais desde os 6 anos de idade, quando se pegou reproduzindo personagens de HQ's, de maneira autodidata e espontânea. Especializou-se em Ensino de Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Começou a escrever textos literários ainda na escola. Formou-se em Letras pelo Centro Universitário de Formiga (UNIFOR-MG). Já teve contos publicados em outros sites e em coletâneas.

    O blog foi criado no início da pandemia, em abril de 2020. Foi uma tentativa de tornar a fase da pandemia do COVID-19 um pouco mais leve, reflexiva e divertida para as pessoas. E perdura até hoje!

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