Esta é uma série, feita com lápis de cor. Ela relata Jesus Misericordioso e em cenas nas quais ele está presente, levando alento e amor
Ela morava sozinha. Ia de casa para o trabalho, e do trabalho para casa. Um dia, foi demitida. Uma demissão em massa. Nesse ocasião, decidiu tomar uma cerveja.
Vestiu um vestido floral decotado, com uma fenda, uma sandália salto 15 e passou um perfume importado. Maquiou-se, soltou os cabelos e pegou a sua bolsa. Saiu uma outra pessoa. Desceu as escadas e foi ao bar da esquina.
Bebeu mais uma cerveja. Depois, um uísque.bApresentou-se ao moço bonito, que ficou encantado por ela.
Confundiu a fase de mania com a energia vinda do tempo livre, já que agora não estava trabalhando. O affair estava de férias. Conheceram-se a fundo.
A sua energia estava lá em cima e fazia mil coisas ao mesmo tempo. Isso durou duas semanas. Sem sono e fome. Nesse meio tempo, se casaram.
Após o casamento, ela mal conseguia se levantar da cama, como se a bateria tivesse descarregado. O marido, apaixonado, a levou ao médico e eles descobriram que ela tinha Transtorno Afetivo Bipolar.
Iniciou o tratamento, conseguiu um novo emprego e se casou com a sua rede de apoio apaixonada.
Ressentimento que levou tempo
para se tornar um penhasco.
Um raio partiu o rochedo,
que se transformou em rocha,
que virou pedra,
e pedra em pedregulho.
E, por fim, areia.
Areia com cimento na peneira,
junto com o ferro, formou o alicerce,
depois, um tijolo sobre outro.
Levou um tempo
para levantar
um arranha-céu
com para-raios potente.
O outrora é o agora
que não tem medo de altura
nem de raio,
e sorri para o espaço!
Os audiobook's têm muita aceitação para aqueles que querem absorver conteúdos durante atividades do cotidiano, e não podem parar para ler um livro impresso, a princípio.
Não substituem os e-book's e os exemplares impressos. Apenas representam uma forma diferente de adquirir conhecimento.
Abaixo, disponibilizei o áudio-book Vitral Poético e alguns áudios extras. Todos eles disponíveis em PDF, também, e citados na postagem do dia 10 de junho de 2026, que pode ser acessada através do link abaixo:
https://www.virtualidades.com.br/2026/06/livros-para-colorir.html
Para ter acesso ao Audiobook Vitral Poético, clique no link abaixo:
https://drive.google.com/drive/folders/1YHyDR5HaTr1Rkes74j5_GxeWmMaro3rr
01. A dama-da-noite
02. Os meus pincéis
03. És estrela
04. Primavera em off
05. Três cães em um
06. Tempestade
07. Voo além
08. O meu mar
09. Bem-te-vi
10. Dormir, ao acordar
Acesse os áudios extras, clicando no seguinte link:
https://drive.google.com/drive/folders/1ZbzezJW0KiJxQ3yNwVd77ULnDUcPRtXQ
D Maiúsculo
Existir sem resistir
Normal
Ponto final
Saudade sem sentido
Tapete mágico
Goiânia querida
Amor bipolar
Hiato
Certa vez, umas amigas me convidaram para uma aula de forró universitário. Eu fui com "roupas leves e tênis".
A dinâmica era ensaiar passos, coreografias separadamente. Depois, os alunos faziam um círculo para dançar em dupla e os participantes iam trocando de par, durante as músicas.
Eu não pretendia participar da roda até que um um moço bonito e ótimo dançarino me puxou para dançar. Só tinha um detalhe: eu omiti que não sabia dançar.
Pisei no pé dele que reclamou, mas não me soltou. Em parte da coreografia, tinha que entrelaçar os braços em frente dele, mais precisamente no pescoço. Só que não consegui tirar os braços pois ele era mais alto, e dei, sem querer, uma gravata nele. A gravata é um golpe de artes marciais, em que você entrelaça os braços no pescoço do oponente, e o enforca, controlando a força.
Ele me soltou, irado, contou o que aconteceu para os colegas, um a um. Eu fiquei em um canto, no meu modo invisível. Ninguém viu o que aconteceu, ninguém me conhecia.
Eu sei que errei não dizendo que não sabia dançar, mas não deu tempo. Mas ele não precisava contar pra todos! Nessa época, não existiam smartphones, redes sociais e a gravata ficou entre nós.
Foi a primeira e última vez. Depois disso, encontrei com ele do outro lado da rua. Ele me fulminou com os olhos. Infelizmente, ele levou a gravata do pescoço para o coração.
Precisei fazer jejum
de mim.
A princípio, só um.
Quis usar flor de cetim.
Mas, me apartei um pouco,
sem nada tecnológico ao redor.
O meu interior ficou rouco.
O que poderia ser pior?
O melhor é que estou
em processo de evolução.
Como pensam, não acabou.
Chego, assim, à solução.
E, resolutamente, evoluindo,
renovo a direção.
Ao longo do caminho, seguindo,
com gente segurando minha mão.
Sem borracha, nem estaca zero.
A borracha tenta apagar, em vão.
A estaca zero só prende as cercas
de quem nada viveu.
Assimetricamente, as duas últimas estrofes,
determinam o vaivém da vida.
Ela não pede pressa,
pede presença,
do seu jeito.
Bom, sabe-se que o verão é marcado por um longo período chuvoso. Chuva, até que nos remete a coisas boas, como assistir a um filme comendo pipoca. Ah! Tem, também, um bolinho com nome de chuva: (bolinho de chuva, delicioso, particularmente!).
Pois é, convenhamos que, para escoar a água e evitar enchentes, o ideal é construir bueiros nas ruas. Porém, o detalhe de que não podem ser entupidos passa despercebido.
Essa história é a respeito de uma enchente que começa de um jeito diferente...
Dia 24 de dezembro de 1999.
Dona Maria e, para variar, todos da casa estavam mobilizados na preparação da ceia de Natal.
— Zé, você vai buscar as cervejas, o gelo, o refrigerante, os salgadinhos.
— Espera aí, Maria! Anota tudo num papelzinho, porque você sabe que eu me esqueço. Anote o horário, o nome das pessoas, o que vou buscar, onde eu vou buscar.
Seu Zé, o marido da anfitriã, conservou os velhos hábitos de organização que aprendera como bancário. Era o oposto dela. E a dona de casa não tinha muita paciência.
— Meu “filho”, é fácil! Você não está vendo que eu estou assando o peru, fazendo a farofa, a sobremesa, desde ontem? Não tive tempo nem de fazer as unhas!
— Tá bom... é... só escreve onde eu tenho que buscar o que você pediu. Aqui: o B-L-O-C-O e a C-A-N-E-T-A.
Ela escrevia, muito a contragosto.
— O que é isso aqui que você escreveu? Não cortou o “t”, pôs o “z” no lugar do “q”.
— Pode parar! Você entendeu o que está escrito???
— É... entendi.
— Então, PRONTO! Pode ir que você já está atrasado!
A cozinha se parecia com uma sinfonia orquestrada: o peru assava, enquanto a batedeira preparava o glacê, ao mesmo tempo em que a cebola, o bacon e o tomate eram cortados.
O restante da equipe — as filhas — cuidava da limpeza da casa. Cada uma a seu jeito, claro!
Terminados os preparativos, casa arrumada, todos compostos em seus postos, era hora da festa.
Os festejos tiveram início com as baladas de Roberto Carlos, salgado e refrigerante.
Terminaram com cerveja, Campari, “Jorge e Mateus”, farofa e peru.
Abraços, alegria, presentes, oração.
Uma bela festa!
Silêncio na casa. Mais abraços. Festança acabada.
Dona Maria dormindo de um lado, seu Zé, de outro, e a melodia de roncos se completava.
As “Belas adormecidas”, do outro lado da casa, estavam a sono solto.
Foi lá pelas 2 horas da manhã que, por causa das cervejas a mais, dona Maria resolveu ir ao banheiro.
Ao colocar os pés no chão, ouviu um sonoro "ploft”.
“O que é isso? Água?” — pensou.
Em meio ao quarto escuro, a dona de casa saiu “nadando” até o banheiro, acendeu a luz e se deparou com tudo repleto de água, exceto a cama.
Exclamou:
— Zé, acorda!
— Hum... quem morreu?
— Olhe o nosso quarto! Está repleto de água!
A casa alagada
Seu Zé rolou para o outro lado em um segundo e aventurou-se a nadar pela casa. Fez uma vistoria no local: metade dele estava alagado.
“Meu Deus! Não está chovendo... o que é isso?”
Zé chamou:
— Maria, vai ao porão pegar uns baldes, enquanto eu vejo de onde está saindo essa água.
Dona Maria saiu, meio nadando, meio correndo, apressada.
Desceu até o porão, mas esqueceu que a porta estava trancada e voltou para buscar as chaves.
“Nunca nadei tanto, nem durante as aulas de natação”, pensou.
Abriu a porta e o porão estava alagado. A cadelinha de estimação estava lá, nadando também!
Dona Maria pegou todos os baldes e colocou-os do lado de fora. Pegou a cadela e colocou-a em um dos baldes.
Com os outros, ia retirando a água do porão e jogando-a no quintal.
Quando terminou a operação, quase se esqueceu de que a cadelinha continuava nadando dentro de um balde que se encheu de água. Mas conseguiu retirá-la com vida.
Seu Zé disse, desesperado:
— Ande, “minha filha”! Aqui em cima está alagado! — chamou seu Zé.
Então, nadou mais um pouco com os baldes.
Lá ficaram os dois, por duas horas, retirando a água da casa.
Quando conseguiram, seu Zé observou que o ralo de um dos banheiros estava entupido.
Abriu-o com suas ferramentas.
E desvendou o mistério: o cano estava entupido com alguns objetos.
Depois disso, foi o momento de salvar o que havia se molhado: móveis, roupas, o disco do Roberto, entre outras coisas.
Várias calorias a menos e exaustos, foram dormir.A cama permaneceu intacta, para sorte deles!
Lembram-se de como ocorrem as enchentes, não é? Decoraram a fórmula?
Essa enchente, ocorrida de dentro para fora, obedeceu à mesma regra.
Então, a família aprendeu o que todas as outras se esquecem: a educação e o zelo são aprendidos em casa e, consequentemente, aplicados fora dela.
Fácil, não é?
Ah, as “Belas adormecidas”? Acordaram no dia seguinte sem entender nada.
O verde, segundo a filosofia do Yoga, é associado ao cálcio e considerado o elemento mais sedante (calmante) de todo o espectro de cores.
Muito indicado para pessoas agitadas, insones e ansiosas.
Tem natureza refrescante. Favorece a ação do corpo pituitário na ativação do crescimento.
É um forte neuroléptico e tem efeito semelhante a um barbitúrico (remédio para acalmar/dormir).
Estimula o otimismo, confiança, serenidade, inspira ideias de progresso, de abundância de meios materiais, de vitória. É a cor que simboliza a fecundidade, a prosperidade e o ganho. Favorece o automatismo.
*Texto retirado do Livro Yoga para nervosos.
As fotos das pinturas abaixo (pintadas com tintas a óleo e acrílica, além de texturas feitas em gesso) encontram significado a partir do que a cor verde representa para mim.
Ela foi, com a família, à cerimônia de graduação. Fez as unhas, arrumou o cabelo, foi maquiada. Vestiu um vestido com alças de metal (correntes).
Antes da sessão de fotos, da primeira parte da festa, uma das alças se rompeu. O pai teve que ir a sua casa, trazer um alicate pra arrumar, pois não havia outra roupa. Ele foi e tudo se ajeitou. A sessão de fotos aconteceu e, quem soube, foram os familiares.
A segunda parte foi a colação de grau. Vestiu uma beca em número maior. Esforçou-se para não cair. Havia um lugar vago no palco. Sentou-se, em frente ao ventilador. O seu penteado se desmanchou em questão de minutos. Foi chamada para receber o canudo. Quase caiu no momento em que recebeu o diploma, mas não aconteceu.
Curiosamente, o sorriso permanecia. Usou aparelho ortodôntico por 3 anos e foi retirado durante o período da formatura. "Eu sei que está tudo difícil, mas não quero saber disso. Quero mais é sorrir" - pensou a formanda.
"Será que ela sabe que, terminado o curso, se inicia a busca por emprego? Que a emissão do diploma leva tempo? Que, para conquistar um salário digno, mestrado e PHD são exigências? Será que conto isso a ela, ou deixo que descubra? Algo me diz que ela já sente isso" - pensou o bem-te-vi, sem cerimônia.
Esta seção diz respeito às minhas obras digitais, usando, como inspiração, trechos, fragmentos de textos e poemas para trazer reflexão.
Produzidos, também, desenhos coloridos em lápis de cor, entre eles, caricaturas.
Em 2011, defendi numa tese de especialização a respeito das técnicas que Cândido Portinari usou para produzir algumas obras.
Trata-se de cenas religiosas pouco conhecidas, que foram analisadas tecnicamente e contextualmente.
Para ter acesso, clique no link abaixo:
Cenas religiosas-_ Cândido Portinari
Apresento os meus livros, voltados a todos os públicos. São gratuitos, coloridos e para colorir!
Reuni poemas e contos especiais, ilustrados, com o intuito de levar reflexão e diversão:
Amarelo vivo
Enxergando a vida com outros olhos
(In) decisão
Metaversos
O teste da lente
Orlando pela orla da praia
Terapia familiar (colorido e para colorir)
Uma e meia
Vitral poético
Foi tudo feito com muito carinho!
Para acessar, basta clicar no link abaixo ou escanear o QR Code:
Livros coloridos e para colorir
Transtorno Afetivo Bipolar o (TAB) é uma doença mental que afeta o humor e que leva, o paciente, a passar por momentos difíceis.
A rigor, o humor fica por conta do próprio TAB. A minha vontade representa uma receita sem data, para confortar. Também é a de fazer rir e deixar os leitores felizes, junto com a reflexão. Não rir por rir. O riso que prepara a reflexão.
Por que escrevi "paciente" e não "doente'? O Transtorno Afetivo Bipolar não é uma doença?
Sim, é uma doença que exige paciência diária, ser ingerida como uma pílula. Essa paciência tem que ser de uso contínuo para a Rede de Apoio, Sociedade (que procura entender, mas não consegue) e dos Profissionais da área da Saúde (mesmo que recebam p/ isso)."
Use essa receita. Pois saúde, empatia e amor-próprio não têm data de validade!


















