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    Portifólio

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    VIRTUALIDADES


    Em 2011, defendi uma tese de especialização a respeito das técnicas que Cândido Portinari usou para produzir algumas obras.


    Trata-se de obras religiosas, pouco conhecidas, que foram analisadas tecnicamente e contextualmente.


    Abaixo, segue o link de acesso ao trabalho, na íntegra.

    As cenas religiosas de Portinari e suas várias técnicas de pintura


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    Ela foi, com a família, à cerimônia de graduação. Fez as unhas, arrumou o cabelo, foi maquiada. Vestiu um vestido com alças de metal (correntes).

     

    Antes da sessão de fotos, da primeira parte da festa, uma das alças se rompeu. O pai teve que ir a sua casa, trazer um alicate pra arrumar, pois não havia outra roupa. Ele foi e tudo se ajeitou. A sessão de fotos aconteceu e, quem soube, foram os familiares.

     

    A segunda parte foi a colação de grau. Vestiu uma beca em número maior. Esforçou-se para não cair. Havia um lugar vago no palco. Sentou-se, em frente ao ventilador. O seu penteado se desmanchou em questão de minutos. Foi chamada para receber o canudo. Quase caiu no momento em que recebeu o diploma, mas não aconteceu.

     

    Curiosamente, o sorriso permanecia. Usou aparelho ortodôntico por 3 anos e foi retirado durante o período da formatura. "Eu sei que está tudo difícil, mas não quero saber disso. Quero mais é sorrir" - pensou a formanda.

     

    "Será que ela sabe que, terminado o curso, se inicia a busca por emprego? Que a emissão do diploma leva tempo? Que, para conquistar um salário digno, mestrado e PHD são exigências? Será que conto isso a ela, ou deixo que descubra? Algo me diz que ela já sente isso" - pensou o bem-te-vi, sem cerimônia.


     




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    Livros para colorir


    Apresento os meus livros, voltados a todos os públicos. São gratuitos, coloridos e para colorir!

    Reuni poemas e contos especiais, ilustrados, com o intuito de levar reflexão e diversão:


    Amarelo vivo

    Enxergando a vida com outros olhos

    (In) decisão

    Metaversos

    O teste da lente

    Orlando pela orla da praia

    Terapia familiar (colorido e para colorir)

    Uma e meia

    Vitral poético


    Foi tudo feito com muito carinho!


    Para acessar, basta clicar no link abaixo ou escanear o QR Code:


    Tiara C. França- livros





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    Transtorno Afetivo Bipolar o (TAB) é uma doença mental que afeta o humor e que leva, o paciente, a passar por momentos difíceis.

    A rigor, o humor fica por conta do próprio TAB. A minha vontade representa uma receita sem data, para confortar. Também é a de fazer rir e deixar os leitores felizes, junto com a reflexão. Não rir por rir. O riso que prepara a reflexão.

    Por que escrevi "paciente" e não "doente'? O Transtorno Afetivo Bipolar não é uma doença?

    Sim, é uma doença que exige paciência diária, ser ingerida como uma pílula. Essa paciência tem que ser de uso contínuo para a Rede de Apoio, Sociedade (que procura entender, mas não consegue) e dos Profissionais da área da Saúde  (mesmo que recebam p/ isso)."

    Use essa receita. Pois saúde, empatia e amor-próprio não têm data de validade!

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    Certa vez, briguei com uma pessoa próxima. Ficamos em cômodos diferentes. Entrei no Spotify e a minha conta é aleatória.

    Isso é bom, pois tenho acesso a músicas que não tocam na rádio e não te obriga a comprar CD's. Mas, também coloca a gente em muitas situações delicadas. 

    Tocou uma música de Tiago Iorc, a qual nunca tinha ouvido:



    Dor de Cabeça

    Tiago Iorc


    Você não vale

    a minha dor de cabeça

    Me esqueça,

    desapareça

    Mas te quero bem

    Bem longe daqui.


    Logicamente, o que foi sem querer passou a ser de propósito.

    Paciente: "Eu estava com raiva mas a música tocou ao acaso."

    Digo que, no final das contas, a música certa tocou na hora certa. O propósito talvez tenha cumprido o seu propósito.

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    Enquanto estava cursando o último período da faculdade, eu quase nunca usava peças de roupa pretas. Mas, nesse dia, eu fui com uma.

    Mal sabia que estavam organizando uma ação de protesto contra o desempenho dos professores. E adivinhem: quem estava protestando usava a cor preta.

    Alguns colegas me perguntaram se eu sabia e estava com vergonha de assumir. Eu era a única que não sabia o que estava acontecendo.

    Quase no fim do último horário, resolveram aceitar que era um mal-entendido.

    Visão do paciente: "Eu estava distraída e a escolha da roupa não foi proposital."




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    Meus 18 anos

    Foi o meu aniversário. Após a festa, minha família e eu fomos a um forró, numa festa junina. Eu estava completando 18 anos. Não costumava sair de bolsa. Deram-me fichas para ir ao bar e consumir o que eu quisesse.

    Assim eu fiz. Bebi cerveja. Quando estava na segunda lata, surgiu um segurança.

    Ele me perguntou a minha idade. Eu disse que estava completando 18 naquele dia. Mas estava sem os documentos e não tinha como provar.

    Eu disse para ele perguntar, à minha família, se estava ou não dizendo a verdade. Ele disse que poderia beber e não tinha problema.

    Mas, durante o evento, ele ficava me olhando para onde eu ia.

    Fui ao bar e tomei bastante refrigerante, de todas as marcas. A minha bexiga encheu e fiquei como uma mulher grávida, prestes a ter a bolsa rompida. Para ir ao banheiro, tive que subir uma rampa, "pé por pé". E ele veio atrás.

    Disse que ele esqueceu que era segurança do evento e tinha muita gente da festa para vigiar.

    Eu até não tenho nada contra ter um segurança para mim, mas não era o caso.

    Quem foi comigo estava pertinho da fogueira, se aquecendo com o fogo e o quentão. 

    Visão do paciente: "Eu tive razão em minha atitude. Não era obrigada a levar bolsa. Quem leva bolsa para uma festa? Eu fui incitada a ficar nervosa. E não fiquei de porre."

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    Há algum tempo, fui diagnosticada com Transtorno Afetivo Bipolar (TAB). É uma doença mental que afeta o paciente e o deixa passar por momentos difíceis. É como se o humor funcionasse como uma balança (mania e depressão) e o tratamento fosse o "fiel".


    Há os que contam com uma rede de apoio e esclarecimentos a respeito de tratamento psicológico e psiquiátrico. 

    A sociedade, em sua maior parte, se interessa pouco ou quase nada. Infelizmente alguns precisam estar doentes ou conviver com alguém assim para serem empáticos.


    O meu objetivo é fazer com que aquele bipolar que não sai da cama, por não ter motivo para viver, leia pelo menos uma frase do que escrevi, e se identifique com a história, e viva, no sentido mais genuíno do verbo.


    Ou para aquela pessoa, cansada de explicar o seu diagnóstico, não se machuque mais, aprenda que dizer não é necessário e que hoje já existem meios para esclarecer qualquer dúvida.


    Ou para aquele que foi hospitalizado porque achou que não concluiria o curso superior. Deu certo, no final, mas que não volte a duvidar de si a esse ponto.


    O meu post abre uma caixa com pequenas pílulas de humor, feitas a partir de histórias reais, que tenho como provar, por causa das testemunhas. 


    E não, não estou romantizando a doença. Só os bipolares sabem os feitos e efeitos disso tudo. Mas, tentar levar tudo com mais riso, ainda que de vez em quando, quebra o preconceito que nós, bipolares, temos a respeito de nós mesmos e dos nossos tratamentos! 


    Pílulas são dadas para aliviar um sofrimento, causado por doenças, as mais variadas.


    Espero que as minhas pílulas curem a tristeza de um dia difícil ou façam você refletir sobra a vida. Não têm contraindicação!





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     Um rastreio rasteiro.

    Eros me localizou, de corpo inteiro.

    Eu vi verdade, alvo certeiro.

    Obrigada, cupido, te respeito.

    De todos, És o melhor arqueiro! 

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    Eis que Jesus,

    descido do alto,

    pegou a sua pena

    e usou sua licença poética.

    E disse: 

    "Eu sou especial,

    Sou autíssimo!"










    Poesia produzida no Centro de Atenção Psicossocial de Formiga (CAPS) Formiga- Minas Gerais






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     Precisei fazer jejum

    de mim.

    A princípio, só um.

    Quis usar flor de cetim.


    Mas, apartei-me um pouco,

    sem nada tecnológico ao redor.

    O meu interior ficou rouco.

    O que poderia ser pior?


    O melhor é que estou

    em processo de evolução.

    Como pensam, não acabou.

    Chego, assim, à solução.


    E, resolutamente, evoluindo,

    renovo a direção.

    Ao longo do caminho, seguindo,

    com gente segurando minha mão.


    Sem borracha, nem estaca zero.

    A borracha tenta apagar, em vão.

    A estaca zero só prende as cercas

    de quem nada viveu.


    Assimetricamente, as duas últimas estrofes,

    determinam o vaivém da vida.

    Ela não pede pressa,

    pede presença,

    do seu jeito.


    Poesia produzida no Centro de Atenção Psicossocial de Formiga (CAPS) Formiga- Minas Gerais





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    Durante Setembro,
    flertei com o meu Destino.
    Fizemos dar certo.
    E deu.
    Decidimos andar lado a lado.
    Nem um passo para trás, 
    nem para frente.
    Mais do que as flores da primavera,
    me deu respeito, amor verdadeiro, admiração. 
    Provou-me ser, por a + b,
    um D (maiúsculo).
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    Sobre mim

    Tiara C. França é goianeira (metade goiana, metade mineira), criada em Goiânia e Formiga.

    Descobriu o gosto pelas Artes Visuais desde os 6 anos de idade, quando se pegou reproduzindo personagens de HQ's, de maneira autodidata e espontânea. Especializou-se em Ensino de Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Começou a escrever textos literários ainda na escola. Formou-se em Letras pelo Centro Universitário de Formiga (UNIFOR-MG). Já teve contos publicados em outros sites e em coletâneas.

    O blog foi criado no início da pandemia, em abril de 2020. Foi uma tentativa de tornar a fase da pandemia do COVID-19 um pouco mais leve, reflexiva e divertida para as pessoas. E perdura até hoje!

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