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    VIRTUALIDADES


    Claro, o alívio do escuro.
    Cores frias de um prisma. 
    Entre rimas, eu procuro 
    o meu esquecido carisma. 

    Meu rosto firme, terroso, 
    disfarça a melancolia 
    de versos longos, remorso,
    da força contida durante o dia.

    Embora noite, assumo
    que o seu escuro me clareia.
    Prefiro a madrugada, o soturno,
    o silêncio da candeia.

    Mas, ocorreu de a candeia
    acordar com o sol e o dia.
    Disse que não os odeia
    e que lhes tem simpatia.

    Sou feliz à noite e de dia,
    desde que eu tenha vida!
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    Mamãe nunca se esquecia 
    de preparar um banquete
    que alimentava e aquecia
    o nosso motor de criança-foguete!

    Ela nunca se esquecia
    de nos divertir com seus filmes!
    Nossa mente, enriquecia, 
    e, o caráter, tornava firme.

    Mamãe nunca se esquecia
    de nos levar para dançar. 
    Sempre acontecia,
    de tarde da noite chegar!

    A sua memória começou a falhar...
    Mas nunca nos esquecemos do que ensinou!
    De viver, amar e descansar, ela, enfim, se lembrou!
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    Às vezes chegava de mansinho,
    rasteiro, desconfiado. 
    Aí era o "Pretinho"
    sempre muito amado!

    "Cafú" era o seu nome,
    quando queria pão. 
    Fazia cara de fome,
    um sim ao invés de um não. 

    Descia a rua como "Tiziu",
    apressado para dormir.
    Muita gente o viu!
    Famoso, a todos fazia sorrir!

    Cada nome retratava
    um traço da sua personalidade.
    Falar, não falava,
    mas era um cão de verdade!
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    Ao chegar à Formiga,
    encontrei a liberdade.
    Achei minha terra querida,
    onde brincava na rua à vontade.

    Recordo-me, vivamente, do meu avô,
    que foi, com seu chapéu,
    no infinito céu,
    alçar o seu voo.
    Servia leite quentinho,
    adoçado com muito carinho!

    A minha primeira escola
    era acolhedora e me inspirava.
    Amor nunca faltava!
    Primeiro era o hino, depois a bola.
    No bloco de papel, fazia cada redação.
    Para escrever, sempre tinha inspiração!

    E essa mistura gostosa
    de vô, educação e liberdade
    é a minha memória amorosa.
    “Formiga de minha infância, que saudade!”
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    Era uma vez uma dona de casa muito prendada que resolveu ganhar dinheiro fazendo o que mais gostava: cozinhar.

    A coisa começou devagar... fez uma marmita para um conhecido, para outro e, quando viu, a fama (boa) já tinha se espalhado.

    E como era de se esperar, a prendada Dona Maria, que já era um pouco nervosa por natureza, digamos assim, viu o seu nível de stress subir a cada dia.

    − Se for pegar comida antes do horário, liga mais cedo avisando! Ah... se for pegar comida a mais, também! −  dizia ela a um de seus fregueses.

    E assim seguia a sua vida, de segunda-feira a sábado, naquela agitação matinal que virou rotina.

    Na hora de cobrar a conta, ela tinha uma notinha na qual anotava os dias e quantidades de comida que o freguês pegou. Uma organização que só vendo!

    − Neste dia aqui eu vou te cobrar só meia (marmita), porque você pegou menos comida, tá?- dizia ela.

    E a rotina seguia o seu curso natural. Mas um dia, aconteceu algo atípico, por assim dizer.

    Eram 10h30min. Dona Maria já estava na cozinha preparando a comida, pois 10h (em ponto!) era a hora de começar o almoço. O telefone tocou.

    Ela, já com o nervosismo matinal, correu para atender ao telefone – “Isso é hora de ligar?” − pensava.

    − Alô!

    −  Dona Maria? – dizia a voz calma do outro lado.

    −  Ah... oi, Neusa.

    −  Eu te liguei mais cedo porque hoje só vou pegar uma e meia.

    − O quê? Espera só um pouquinho que eu vou trocar de telefone... este aqui está muito baixo.

    Dona Maria segue apressada para o quarto onde ficava a extensão do telefone, preocupada com a comida no fogão:

    −  Pode falar, Neusa!

    −  Ã‰ que hoje eu só vou pegar uma e meia...

    −  Uma e meia? Tá bom!

    E desligou o telefone, saindo direto para a cozinha. – “Vê se pode? Comecei a comida hoje mais cedo só por causa dela. Que raiva!” −  pensava, enquanto refogava o arroz.

    Dona Maria preparava as marmitas e, quando o relógio da cozinha marcava 12h15, a campainha toca. Ela, que já tinha acabado de preparar todas elas, sai para atender a porta, deixando o pano de prato em cima da mesa da copa. Enrola-se com a chave da porta e, quando finalmente consegue abri-la, fica perplexa.

    −  Neusa???

    −  Oi, Dona Maria! Tem comida para mim, aí?

    Controlando toda a raiva que teimava em sair, Dona Maria disse:

    −  Mas você não falou que só vinha “13h30min”?

    −  Não, Dona Maria! Eu disse que iria pegar uma (marmita) e meia.

    − Mas eu já fiz todas as marmitas e não tem mais comida sobrando! Como é que faz?

    − Mas eu achei que a senhora tivesse entendido... mas, ah! Não tem problema! Eu levo a minha do jeito que está.

    Dona Maria entrega, então, a marmita a Neusa.

    −  Obrigada, Dona Maria. Tchau! −  fala Neusa, calmamente.

    E... quer saber o final da história? Ficou por isso mesmo.

     

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    Amor não tem sexo, raça ou religião.
    É refrigério pra alma
    e calor para o coração.

    Quando jovem,
    chama-se paixão.
    Depois de algum tempo,
    se une à razão.

    Amor de amigo, de irmão ou romântico.
    Quando é sincero, plural,
    ultrapassa o seu papel semântico.

    Amor que é de verdade,
    se perpetua além da vida.
    Transforma toda a saudade,
    em lembrança preferida.

    Porém, quando interesseiro,
    assim que distraído,
    torna-se verdadeiro.

    Sentimento sublime,
    mistura de alegria e sofrimento.
    O amor imprime
    graça ao sentimento.
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    Que o novo ano carregue 
    saúde, amor e paz!
    Que seja leve,
    aliviando o que ficou para trás. 

    Que ele conserve
    a alegria das conquistas. 
    Que preserve
    o verde da esperança vivida.

    Que seja breve,
    ou não!
    Mas que sempre releve
    o que revela o coração!
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    Detentor do saber.
    Por vezes emblemático,
    nos ensina a sermos
    sábios e simpáticos.

    Entende Matemática, Português,
    fruto de muito labor.
    Responde a todos os porquês
    de ter escolhido ser professor. 

    Molda identidades,
    mas não é reconhecido.
    Defende as verdades
    de outros tantos oprimidos. 

    O seu belo ofício, 
    dia 15 de outubro é comemorado!
    E o seu árduo sacrifício 
    é, então, lembrado!

    Quem tudo aprende,
    daquele que ensina com amor,
    sempre entende
    a importância de seu professor. 

    Sinto saudades da época da escola!
    Lá era a primeira a chegar.
    Nos tempos de outrora,
    esse era meu segundo lar.

    Que as crianças de hoje em dia
    aprendam a dar valor
    àquele que já queria
    crescer e ser professor.

    Profissão digna,
    uma missão,
    da qual não se abdica 
    por amor à educação!

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    A dor da perda
    feriu meu coração.
    O tempo amigo
    transformou a ferida em aceitação.

    Ao aceitar,
    o vazio, em seu pequeno grão,
    fez-me entender
    que tudo pertence à imensidão.

    Contra o infinito,
    não há luta a travar.
    Resta, apenas,
    não resistir em se deixar moldar.

    Só então eu perdi,
    mas aceitei, não resisti.
    Pude entender e existi.
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    Imagem de domínio público





    Eis uma singela homenagem à minha cidade natal, Formiga!


    Formiga sempre a encantar!
    Em suas belas Igrejas,
    a paz que almeja 
    faz, em seu interior, reinar.

    E o reinado a prosseguir,
    na folia de janeiro,
    prova que os reis, primeiro,
    devem servir.

    Servindo, a cidade prospera 
    e os seus casarões, sentinelas,
    sussuram que o Eterno Rei opera
    em templos, lares e vielas.

    Lugares de 164 anos
    exalam história e cultura.
    Mesmo com seus desencantos,
    eterna flor de candura!
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    "O leiteiro" (grafite sobre Canson)


     

    Dona Maria, dona de casa trabalhadora, mãe zelosa, e também, muito observadora.

    Certo dia, ao sair para comprar leite do seu João, notou algo diferente nele:

    - Bom dia, seu João!

    - Bom dia, dona Maria!

    - Vou querer um litro e meio, tá?

    - Tudo bem.

    Dito isso, seu João virou-se para o banco do passageiro de sua pickup, onde estava o galão de leite, para atender ao pedido. Dona Maria percebeu que ele estava triste e, depois de pegar a vasilha cheia de leite que estendeu para ela, o seu rosto surgiu na janela apático, com uma tonalidade muito particular: “um amarelo vivo”.

    A dona de casa o interpelou:

    - Seu João, estou percebendo que o senhor está um pouco triste... por acaso você está assim, meio doente?

    - Não, Dona Maria, estou me sentindo ótimo! Por quê?

    - Não, por nada.

    O que seu João não sabia é que Dona Maria possuía dois defeitos graves: era um pouco negativa e muito insistente.

    - Mas eu estou achando que o senhor está muito pálido!

    - É mesmo? A senhora acha???

    O que ninguém sabia, também, pelo menos não Dona Maria, é que o leiteiro era muito influenciável.

    - É, o seu rosto está com um tom amarelado: um amarelo vivo!

    - Meu Deus, mas o que a senhora acha que pode ser?

    - Não sei. O que eu sei é que o meu cunhado uma vez ficou amarelo assim, como o senhor.

    - É? E como ele está?

    - Está melhor do que nós. Pelo menos assim espero.

    - Como assim?

    - Não sei, espero que esteja em um bom lugar.

    - Por que, ele está hospitalizado?

    - Não, está morto, mesmo! Espero que esteja no céu, brincando com os anjinhos... e mais coradinho, também.

    - Nossa! Eu acho que não estou me sentindo muito bem!

    - Pois é, corre para o hospital, talvez ainda dê tempo, né?

    - Tempo do quê?

    - Do senhor se salvar!

    - Nossa, é isso mesmo que eu vou fazer!

    Seu João conseguiu virar o carro com uma manobra só e subir a rua em três segundos, até hoje não se sabe como. Todos, inclusive Dona Maria, apostaram que ele morreria de qualquer jeito: ou de acidente de carro ou de doença grave.

    Mas seu João não morreu nem de uma coisa, nem de outra. Está vivo e forte como nunca e continua a entregar leite para Dona Maria. E vai com uma camisa vermelha, que é para não dar a impressão de estar muito pálido.

     

    Texto produzido em 2009

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    "Pulmon@r" (arte digital)






    Inspire. Contraia. Expire. Distenda.
    Segue seu fluxo, a respiração. 
    E o "livre" agir do pulmão. 

    Recebe. Contrai. Expulsa. Distende.
    Circulação. 
    Assim age, "livremente", o coração. 

    Mas, eis que foram feitos cativos, de repente. 
    Contraiu- se a esperança. 
    Distendeu-se o senso.
    Expulsa a ignorância,
    Preso o meu pensamento. 

    Quando falta a liberdade, o sangue e o ar,
    que a alma respire
    para o coração se aliviar.

    Precisamos prosseguir,
    inspirar e pensar,
    expirar e agir.
    No fluxo, no ritmo, pulsar.
    Entre estar e partir.
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    Sobre mim

    Tiara C. França é goianeira (metade goiana, metade mineira), criada em Goiânia e Formiga.

    Descobriu o gosto pelas Artes Visuais desde os 6 anos de idade, quando se pegou reproduzindo personagens de HQ's, de maneira autodidata e espontânea. Especializou-se em Ensino de Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Começou a escrever textos literários ainda na escola. Formou-se em Letras pelo Centro Universitário de Formiga (UNIFOR-MG). Já teve contos publicados em outros sites e em coletâneas.

    O blog foi criado no início da pandemia, em abril de 2020. Foi uma tentativa de tornar a fase da pandemia do COVID-19 um pouco mais leve, reflexiva e divertida para as pessoas. E perdura até hoje!

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