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    VIRTUALIDADES


    Que o novo ano carregue 
    saúde, amor e paz!
    Que seja leve,
    aliviando o que ficou para trás. 

    Que ele conserve
    a alegria das conquistas. 
    Que preserve
    o verde da esperança vivida.

    Que seja breve,
    ou não!
    Mas que sempre releve
    o que revela o coração!
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    Detentor do saber.
    Por vezes emblemático,
    nos ensina a sermos
    sábios e simpáticos.

    Entende Matemática, Português,
    fruto de muito labor.
    Responde a todos os porquês
    de ter escolhido ser professor. 

    Molda identidades,
    mas não é reconhecido.
    Defende as verdades
    de outros tantos oprimidos. 

    O seu belo ofício, 
    dia 15 de outubro é comemorado!
    E o seu árduo sacrifício 
    é, então, lembrado!

    Quem tudo aprende,
    daquele que ensina com amor,
    sempre entende
    a importância de seu professor. 

    Sinto saudades da época da escola!
    Lá era a primeira a chegar.
    Nos tempos de outrora,
    esse era meu segundo lar.

    Que as crianças de hoje em dia
    aprendam a dar valor
    àquele que já queria
    crescer e ser professor.

    Profissão digna,
    uma missão,
    da qual não se abdica 
    por amor à educação!

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    A dor da perda
    feriu meu coração.
    O tempo amigo
    transformou a ferida em aceitação.

    Ao aceitar,
    o vazio, em seu pequeno grão,
    fez-me entender
    que tudo pertence à imensidão.

    Contra o infinito,
    não há luta a travar.
    Resta, apenas,
    não resistir em se deixar moldar.

    Só então eu perdi,
    mas aceitei, não resisti.
    Pude entender e existi.
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    Imagem de domínio público





    Eis uma singela homenagem à minha cidade natal, Formiga!


    Formiga sempre a encantar!
    Em suas belas Igrejas,
    a paz que almeja 
    faz, em seu interior, reinar.

    E o reinado a prosseguir,
    na folia de janeiro,
    prova que os reis, primeiro,
    devem servir.

    Servindo, a cidade prospera 
    e os seus casarões, sentinelas,
    sussuram que o Eterno Rei opera
    em templos, lares e vielas.

    Lugares de 164 anos
    exalam história e cultura.
    Mesmo com seus desencantos,
    eterna flor de candura!
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    "O leiteiro" (grafite sobre Canson)


     

    Dona Maria, dona de casa trabalhadora, mãe zelosa, e também, muito observadora.

    Certo dia, ao sair para comprar leite do seu João, notou algo diferente nele:

    - Bom dia, seu João!

    - Bom dia, dona Maria!

    - Vou querer um litro e meio, tá?

    - Tudo bem.

    Dito isso, seu João virou-se para o banco do passageiro de sua pickup, onde estava o galão de leite, para atender ao pedido. Dona Maria percebeu que ele estava triste e, depois de pegar a vasilha cheia de leite que estendeu para ela, o seu rosto surgiu na janela apático, com uma tonalidade muito particular: “um amarelo vivo”.

    A dona de casa o interpelou:

    - Seu João, estou percebendo que o senhor está um pouco triste... por acaso você está assim, meio doente?

    - Não, Dona Maria, estou me sentindo ótimo! Por quê?

    - Não, por nada.

    O que seu João não sabia é que Dona Maria possuía dois defeitos graves: era um pouco negativa e muito insistente.

    - Mas eu estou achando que o senhor está muito pálido!

    - É mesmo? A senhora acha???

    O que ninguém sabia, também, pelo menos não Dona Maria, é que o leiteiro era muito influenciável.

    - É, o seu rosto está com um tom amarelado: um amarelo vivo!

    - Meu Deus, mas o que a senhora acha que pode ser?

    - Não sei. O que eu sei é que o meu cunhado uma vez ficou amarelo assim, como o senhor.

    - É? E como ele está?

    - Está melhor do que nós. Pelo menos assim espero.

    - Como assim?

    - Não sei, espero que esteja em um bom lugar.

    - Por que, ele está hospitalizado?

    - Não, está morto, mesmo! Espero que esteja no céu, brincando com os anjinhos... e mais coradinho, também.

    - Nossa! Eu acho que não estou me sentindo muito bem!

    - Pois é, corre para o hospital, talvez ainda dê tempo, né?

    - Tempo do quê?

    - Do senhor se salvar!

    - Nossa, é isso mesmo que eu vou fazer!

    Seu João conseguiu virar o carro com uma manobra só e subir a rua em três segundos, até hoje não se sabe como. Todos, inclusive Dona Maria, apostaram que ele morreria de qualquer jeito: ou de acidente de carro ou de doença grave.

    Mas seu João não morreu nem de uma coisa, nem de outra. Está vivo e forte como nunca e continua a entregar leite para Dona Maria. E vai com uma camisa vermelha, que é para não dar a impressão de estar muito pálido.

     

    Texto produzido em 2009

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    "Pulmon@r" (arte digital)






    Inspire. Contraia. Expire. Distenda.
    Segue seu fluxo, a respiração. 
    E o "livre" agir do pulmão. 

    Recebe. Contrai. Expulsa. Distende.
    Circulação. 
    Assim age, "livremente", o coração. 

    Mas, eis que foram feitos cativos, de repente. 
    Contraiu- se a esperança. 
    Distendeu-se o senso.
    Expulsa a ignorância,
    Preso o meu pensamento. 

    Quando falta a liberdade, o sangue e o ar,
    que a alma respire
    para o coração se aliviar.

    Precisamos prosseguir,
    inspirar e pensar,
    expirar e agir.
    No fluxo, no ritmo, pulsar.
    Entre estar e partir.
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    Dois mil e vinte e um
    será o jogo do "Resta um".

    Resta um sopro de esperança.
    Resta um sorriso nos olhos.
    Resta um ano todo para acreditar. 

    E quando, no dia 31, vier o findar:
    Restart! Dois mil e vinte e um a iniciar!
    A nós resta estar.
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    Tempestade 
    é o choro do céu, 
    bradando pela liberdade.

    Liberdade da natureza,
    de ir e vir por aí.
    Ainda bem tenho a certeza
    de que virá o porvir.

    E se o que há de vir
    for incerteza, alegria,
    tristeza ou calmaria.
    Sim, virá. 
    Gota a gota.


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    "Boneca bipolar" (desenho sobre papel)


               

    A Boneca

    Olavo Bilac

    Deixando a bola e a peteca,
    Com que inda há pouco brincavam,
    Por causa de uma boneca,
    Duas meninas brigavam.

    Dizia a primeira: "É minha!"
    — "É minha!" a outra gritava;
    E nenhuma se continha,
    Nem a boneca largava.

    Quem mais sofria (coitada!)
    Era a boneca. Já tinha
    Toda a roupa estraçalhada,
    E amarrotada a carinha.

    Tanto puxaram por ela,
    Que a pobre rasgou-se ao meio,
    Perdendo a estopa amarela
    Que lhe formava o recheio.

    E, ao fim de tanta fadiga,
    Voltando à bola e à peteca,
    Ambas, por causa da briga,
    Ficaram sem a boneca...
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    Desenho: "Continuo" (caneta sobre papel)

          


    Continuo escrevendo
    com calos nas ideias
    e sonhos nas mãos. 

    Continuo desenhando
    com calos nos olhos
    e cores nas mãos. 

    Porque, se paro,
    perco as cores, os sonhos
    Sobram os calos.
    Por fim, me calo.

    Mas, calar-me
    não mais!
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    Oh, mordaça!
    Me solte para que eu possa
    respirar, falar,
    e andar, andar, andar...
    Só um pouco.

    Oh, mordaça!
    Me prenda para que eu possa estar,  calar,
    e ficar, ficar, ficar...
    Só um pouco.

    Seja como for,
    Preciso de você.
    Só um pouco, mais um pouco,  um pouco mais.


    O eu-lírico e a autora são distintos.

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    "Máscaras ao sol" (foto)





    Não mascare os seus sentimentos,
    sob a escuridão. 
    Não esconda os seus tormentos
    Em amarga desilusão. 

    Caso contrário, 
    o passado fica pesado,
    e o denso futuro vira apenas um cenário
    para um ator medroso, calado.

    Não mascare suas alegrias.
    Não esconda seus encantos.
    Deixe a feliz nostalgia
    soprar leve futuro pelos cantos.

    Mascare o rosto.
    Desmascare o coração. 
    Dê a si próprio o gosto
    de uma bela atuação. 

    E, para o presente,
    Rindo ou chorando,
    Vive, sente!
    Sempre caminhando.


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    Sobre mim

    Tiara C. França é goianeira (metade goiana, metade mineira), criada em Goiânia e Formiga.

    Descobriu o gosto pelas Artes Visuais desde os 6 anos de idade, quando se pegou reproduzindo personagens de HQ's, de maneira autodidata e espontânea. Cursou pintura a óleo no Atelier Arte Pura. Especializou-se em Ensino de Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Começou a escrever textos literários ainda na escola. Formou-se em Letras pelo Centro Universitário de Formiga (UNIFOR-MG). Já teve contos publicados em outros sites e em coletâneas.

    O blog foi criado no início da pandemia, em abril de 2020. Foi uma tentativa de tornar a fase da pandemia do COVID-19 um pouco mais leve, reflexiva e divertida para as pessoas. E perdura até hoje!

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